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27/05/2014

Sobre Chihiro

Animação japonesa dirigida por Miyazaki, em parceria com oStudio Ghibli, teve a estreia mundial em 2001 e chegou no Brasil apenas em 2003. Venceu o Urso de Ouro de Berlim em 2002 e o Oscar de 2003. Ultrapassou até mesmo Titanic na bilheteria japonesa.
Uma curiosidade que pode ser considerada peculiar é que esse diretor evita ao máximo os processos de computadorização, sendo a maioria das cenas pintadas à mão. Esse toque artesanal dá muita personalidade ao filme, o desenho mais delicado e as cores vivas se diferem muito dos processos da Disney.
Não é preciso dizer que é um filme espetacular e que, por mais que dure cerca de 2h, nos prende do início ao fim e ainda é necessário um tempo para as exclamações a seu respeito.
O enredo é cheio de minúcias e é um filme coberto de detalhes interessantes. Narra a exótica maneira com que a personagem principal, Chihiro, de 10 anos, adquire maturidade. O desenrolar do filme inicia dentro do carro de uma família que está se mudando. Logo de início, percebe-se que a filha é uma menina mimada, provavelmente influenciada pela personalidade materna.
O pai erra o caminho e os coloca em uma estrada estranha, que dá em um túnel. Curiosos, os pais de Chihiro adentram-no e ela, apesar de medrosa, segue os passos; esse túnel dá para um parque temático, aparentemente abandonado. Seus pais continuam caminhando, atraídos pelo cheiro da comida presente no ambiente, encontram um restaurante vazio, mas com muita comida preparada em sua bancada. O casal começa a comer e não param até virarem porcos. Escurece e o parque ganha vida.
Estranho? Estamos apenas nos primeiros 12 minutos e não é nada perto do  que passa a acontecer a partir de então.  Até por que, o parque temático na verdade é o mundo dos espíritos. Espíritos têm uma presença muito expressiva na cultura japonesa, cultura esta que fica demarcada em todo o desenrolar.

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